O varejo digital mantém alta de crescimento no Brasil

O varejo digital mantém alta de crescimento no Brasil

A cada fim de trimestre surgem novas expectativas sobre o desempenho geral do mercado. Será que o varejo digital teve bons resultados? Houve queda em meio a alta do trimestre anterior? É verdade, são muitas perguntas… Mas a boa notícia é que já temos algumas respostas. 

É claro que ainda faltam os balanços trimestrais das grandes varejistas para completar todo o contexto do 3º trimestre…

Contudo, isso não impede que especialistas do mercado já façam as suas estimativas nesse sentido, por exemplo. 

Então, ao longo deste artigo, vou explicar em detalhes como foi o 3º trimestre para o varejo digital. E, logo depois, apresentarei a opinião de especialistas do setor sobre o que está por vir para os balanços de cada uma das grandes varejistas do mercado. Acompanhe.

Varejo Digital no Brasil Fatura R$ 33,4 bilhões no 3º Tri

Não há como negar: o desempenho do Ecommerce está ainda mais forte em 2020…

De acordo com o relatório elaborado pelo Neotrust/Compre&Confie, empresa especializada em inteligência de mercado, o varejo digital atingiu R$ 33,4 bilhões no 3º trimestre deste ano. 

A quantia representa simplesmente uma alta de 85,1% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Mas não só isso…

A pesquisa ainda levantou os seguintes dados:

  • Número de pedidos: 79,2 milhões, o que representa um crescimento de 76%;
  • Pessoas que compraram pelo menos um produto: 23,2 milhões, ou seja, um volume 59,7% maior do que o mesmo período de 2019;
  • Do total, 5,8 milhões de consumidores fizeram suas compras pela internet pela primeira vez. 

Ou seja, o varejo digital manteve o forte de crescimento dos últimos meses…

E mais: também marcou algumas categorias com as líderes nas buscas dos consumidores…

Categorias em Destaque no Varejo Digital

O relatório também cita as categorias que mais foram buscadas pelos consumidores no 3º trimestre…

E, analisando o volume total de vendas, o resultado foi o seguinte:

  • Moda e Acessórios: 20%;
  • Beleza, Perfumaria e Saúde: 15,1%;
  • Entretenimento: 11,8%.

Assim, a análise reforça que os produtos com um ticket médio mais baixo continuam sendo os mais comprados pelas pessoas. E isso, na prática, representa mais da metade de todo o volume de venda…

Contudo, isso não significa que os produtos com um ticket médio mais alto também não tiveram algum destaque no gosto dos compradores…

Na verdade, esse tipo de produto está voltando ao topo:

  • Telefonia: 21,2%;
  • Eletrodomésticos e Ventilação: 15,4%;
  • Entretenimento: (11%).

Outros dados que também chamaram a atenção foram os de segmentação entre os gêneros.

O público feminino mantive uma maior participação nas compras feitas no varejo digital, marcando 58,8% de todos os pedidos no 3º trimestre. 

Entretanto, os homens gastam mais, atingindo um ticket médio de R$ 503.40, em comparação ao de R$ 365.50 das mulheres.

Sendo assim, fica nítido o bom desempenho do varejo digital no 3º trimestre, claro. O setor manteve a alta adquirida ao longo dos últimos meses em meio à pandemia…

Mas não só isso…

Os resultados também chamam a atenção quanto aos resultados individuais das grandes varejistas que ainda não foram divulgados.  Alguns especialistas, inclusive, já lançaram as suas expectativas nesse sentido…

Estimativa para os Balanços Trimestrais

Segundo a XP Inc, empresa brasileira de gestão de investimentos, os balanços das grandes varejistas no 3º trimestre podem ser afetados pelo retorno das atividades das lojas físicas após o período mais severo do isolamento social…

Com isso, algumas das líderes do mercado receberam as seguintes previsões dos analistas:

Via Varejo

Quem acompanha o mercado de varejo digital sabe que o 2º trimestre deste ano foi um tanto desafiador para a Via varejo. A empresa conseguiu reverter um prejuízo milionário na época…

E, para o 3º trimestre, os analistas esperam que a Via varejo apresente um lucro líquido de R$ 38 milhões. E uma alta de 29% na receita líquida, para R$ 7,34 bilhões.

Além disso, a margem Ebitda pode avançar 2,3 pontos percentuais, para 6,5%, graças a alavancagem operacional que aconteceu no trimestre.

Além disso, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) esperado é de R$ 479 milhões, o que representa um aumento de 97,9% no comparativo anual.

B2W

A análise feita para o grupo B2W também foi bastante reveladora…

Os especialistas afirmam que receita líquida da companhia está estimada em R$ 2,51 bilhões, configurando uma alta de 49,5% no comparativo anual.

Já o Ebitda, tem o potencial para avançar 48,1%, registrando R$ 226 milhões. 

E tudo isso significa, na prática, que houve um recuo em relação ao trimestre anterior, mas a companhia deve continuar marcando um significativo ritmo de vendas totais. 

Magazine Luiza

A margem Ebitda da famosa Magalu deve cair de 2,7 pontos percentuais em um comparativo anual, para 5,6%. Isso graças à retomada de investimentos da Magazine Luiza

A análise da XP ainda prevê um recuo de 1% no Ebitda, marcando R$ 383 milhões…

Além disso, sobre o lucro líquido, deve haver uma queda de 26,1%, para R$ 94 milhões. E uma alta de 41,7% na receita líquida, atingindo R$ 6,89 bilhões. 

Assim, tudo indica que a empresa teve um bom desempenho, mas menos expressivo que o trimestre anterior

Lojas Americanas

Ainda segundo os analistas, os resultados aguardados para a varejista são “levemente positivos”. 

isto é, o Ebitda deve ficar estável em 23,6%, apesar da queda de 3,6% da receita líquida, para R$ 2,50 bilhões…

E o lucro líquido, de 4,6% para R$ 103 milhões.

Diante de todo esse cenário, é seguro dizer que ainda é um pouco cedo para entender totalmente como foi o 3º trimestre para o varejo digital… 

Os balanços trimestrais das grandes empresas do setor costumam surpreender nesse sentido…

Ainda mais em um período tão desafiador como o dos últimos meses frente à pandemia.

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