Ifood quer usar Drones para Entregas

Ifood quer usar Drones para Entregas

A entrega por drones pode parecer algo futurista ou um pouco distante para algumas empresas atualmente… Mas o fato é que a inovação vem sendo adotada com sucesso em países como China e Estados Unidos, e agora está prestes a também se tornar uma realidade no Brasil.

A Anac autorizou recentemente a realização de testes para entrega de mercadorias utilizando drones…

E essa concessão teve um impacto tão significativo no mercado, que até uma conhecida empresa de delivery já demonstrou interesse no assunto, como vou te contar em mais detalhes adiante…

Acompanhe todo o artigo para entender mais sobre o tema.

Entregas pelo Ar estão Liberadas, mas Apenas como Teste

A Speedbird, especialista em logística com drones,  é a primeira empresa a receber o Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), concedido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Mas a concessão para a realização de testes não foi adquirida com facilidade…

Dois testes supervisionados pela Agência foram necessários, o primeiro em janeiro e o segundo, após a realização de ajustes, apenas em julho deste ano.

Além disso, há um equipamento específico a ser utilizado pela empresa neste período de testes: o DLV-1, da própria Speedbird.

A aeronave pesa aproximadamente 9 kg e pode transportar produtos de até 2kg, com velocidade máxima de 32km/h

Assim, com a definição do equipamento certo, a Speedbird já até começou a realizar testes em parceria com uma outra conhecida empresa de delivery…

Mas antes de te contar mais sobre isso, vou te explicar as regras para este período de testes com a entrega de drones. Acompanhe só…

Há regras para os testes?

Sim! Segundo a Anac, as operações possuem normas que não podem deixar de ser cumpridas. São elas:

  • As operações estão autorizadas para acontecer apenas durante o dia;
  • Há uma distância máxima de 2,5km para o drone percorrer, contados a partir do ponto de decolagem;
  • Validade para utilização da licença vai até agosto de 2021.

Isto é, a Speedbird tem cerca de 1 ano para realizar todos os testes possíveis e implementar as entregas por drone

Em entrevista recente, Roberto Honorato, Superintendente de Aeronavegabilidade da Anac, afirmou:

“Dentre as atividades que a sociedade espera para os drones explorarem, o delivery é uma das mais promissoras. Obter o CAVE é uma etapa importante no processo de desenvolvimento do negócio, principalmente por ser de uma empresa brasileira”, afirma Roberto Honorato, Superintendente de Aeronavegabilidade da Anac.

Não é à toa que a possibilidade de fazer entregas por drones já está no radar de uma das maiores empresas de delivery do país…

Ifood quer usar Drones para Entregas

O Ifood já saiu na frente da concorrência no que diz respeito à entrega por drones: a empresa brasileira já realiza testes desde julho com a Speedbird.

No entanto, segundo o própria Ifood, o objetivo da entrega por drones não é levar a mercadoria até a porta da casa do consumidor…

Na prática, o drone sairá da praça de alimentação de um shopping – o escolhido até o momento para teste foi o Iguatemi Campinas – em direção a um local específico ainda a ser definido pela empresa…

Após a chegada da mercadoria neste local é que haverá a última etapa: os entregadores levarão os produtos até o comprador.

Uma rota de 400 metros foi delimitada pelo Ifood para que, assim, as entregas sejam feitas rapidamente com o auxílio de patinetes ou bicicletas…

De acordo com o Ifood, se esse trajeto fosse feito por uma pessoa, levaria em torno de 12 minutos. Mas com os drones, isso poderá ser feito em apenas 2 minutos.

A ideia é realmente inovadora… Mas está suspensa temporariamente por causa da pandemia do Covid-19.

Será preciso aguardar os próximos meses para saber o desfecho dessa inovação na logística brasileira…

Entretanto, uma coisa já pode ser facilmente notada:

Se realmente for aprovada a entrega por drones, o mercado brasileiro atingirá o mesmo nível e padrão de países pioneiros no quesito logística, como EUA e China..

E algo ainda mais relevante: também existirá a possibilidade uma redução da dependência dos serviços dos Correios e transportadoras, por exemplo.

Ou seja, será uma grande evolução para a logística do país.